terça-feira, 7 de julho de 2015

CANGACEIROS: HERÓIS OU BANDIDOS?

 O Cangaço foi um fenômeno social que ocorreu no Nordeste brasileiro, tendo seu início, segundo historiadores, em meados do século XVIII, sendo extinto no ano de 1940, século XX, com a morte do último líder Cristino Gomes da Silva Cleto, vulgo Corisco. O primeiro cangaceiro a chefiar um bando teria sido o Jesuíno Alves de Melo Calado, O Jesuíno Brilhante, natural do Rio Grande do Norte, agindo na Paraíba e em terras potiguar.
Virgulino Ferreira da Silva, vulgo Lampião e sua companheira Maria Bonita
(foto original. Fotógrafo Benjamim Abrahão

Segundo o professor José Romero de A. Cardoso, em uma matéria que escreveu para o Jornal “Diário do Nordeste”, publicada em 03 de fevereiro de 2007, Jesuíno Brilhante nasceu no ano de 1844, em Patu, Rio Grande do Norte, fez-se chefe do Cangaço devido a intrigas com a família Limão, que era protegida por potentados rurais das províncias da Paraíba e do Rio Grande do Norte.

Ele agiu nessas terras quando o escravismo ainda era vigente no Brasil e a seca dominava. Para o professor José Romero, Jesuíno era considerado pelas classes menos favorecidas uma espécie de herói, por saquear cargas com alimentos provenientes do governo imperial e dividi-las com os pobres. Mas o professor não nega o envolvimento de Jesuíno Brilhante com os coronéis locais, que o acoitaram principalmente no episódio em que o mesmo invadiu a cadeia pública da Paraíba para resgatar seu pai e irmão, alguns coronéis teriam o apoiado nesse feito.

Mas, o fenômeno *[1]cangaço teve seu auge em meados do século XIX às primeiras décadas do século XX. Para alguns pesquisadores esse acontecimento foi impulsionado pelo péssimo momento político que o País vivia, refletindo na condição de miséria social e econômica que o Nordeste, bem como todo o País, estava submetido. A situação do Nordeste, naquela época, era considerada mais grave devido às longas secas, fenômeno cíclico que assombra a Caatinga ainda hoje. Outro ponto considerado por alguns historiadores é o deslocamento do centro dinâmico da economia brasileira para o Sudeste, onde estavam concentradas as fazendas de café, deixando à margem a maioria absoluta dos nordestinos, que sem emprego se viam diante de dois caminhos: A revolta e a Fé.

Os nordestinos nunca negaram sua fé, até mesmo os cangaceiros que se dividiam entre o rifle e o rosário. Eles sempre faziam suas orações. E de alguma forma lutavam em nome do deus deles.

Nos últimos anos do regime imperial (1877-1879), onde os coronéis mandavam e desmandavam no Sertão, a fome e a miséria agravou-se ainda mais, a seca castigava. E foi nesse cenário, no sertão do Nordeste, que o Cangaço se manifestou em sua forma mais intensa. Não era apenas um bando, mas vários bandos se formaram e passaram a atuar com o sentimento de vida e morte, matar ou morrer, não de fome, de fraqueza, mas na guerra, a guerra justa para eles, onde através dela se vingavam da seca e dos potentados rurais que comandavam esse “Sertão véi de meu Deus”.

[2]Para os historiadores três grupos de cangaceiros distintos teriam se formado no sertão: O Defensivo, que prestava serviços aos latifundiários protegendo suas fazendas de ataques indígenas e rebeliões; O Político, que era expressão de poder dos fazendeiros e atuavam em casos onde ocorria desavenças entre famílias poderosas da época, principalmente em disputas pela posse de terras; E o Independente, que não se subordinava a nenhum chefe local; tinha como líder um homem do próprio povo, um bandido social, como o Lampião, independente dos chefes locais. Embora pesquisadores afirmem que Lampião, considerado “o “rei” do cangaço manteve envolvimento direto com os coronéis, mesmo assim possuía características peculiares: apoiava para ser apoiado, protegia e era protegido por estes, essa relação de força possuía o mesmo peso.

[3]Para o Historiador britânico Eric Hobsbawm há diferenciação entre o bandido social e o bandido comum, configurando-se o bandido social aquele que consegue aderir apoio popular devido suas práticas sociais.

É inegável que o cangaço deixou importantes contribuições para o nordestino, um legado inserido na nossa cultura, sendo parte da nossa identidade. Além da peculiaridade em vestir-se, através das indumentárias bem produzidas, dos gibões e chapéus de couros, herança dos vaqueiros antigos, que segundo pesquisadores foram jagunços dos coronéis e posteriormente cangaceiros, deixaram também a dança, o xaxado, que foi criada pelos bandoleiros de Lampião, que ao festejar suas vitorias sobre os inimigos expressavam-se pisando com suas sandálias de couro no chão seco da caatinga produzindo um som singular, apoiados das suas inseparáveis espingardas.

O xaxado é originário do termo “xaxar o feijão”, “vamos xaxar o feijão?”, ou seja, retirar o capim ao redor da planta. Inicialmente era uma dança tipicamente masculina, quando as mulheres ainda não tinham sido inseridas no cangaço, estas passaram a integrar o bando a partir de 1930, com Maria Bonita, a primeira mulher a entrar para um bando de cangaceiros; a mesma ganhou o título de rainha do cangaço por ser a companheira de Lampião. Hoje, o xaxado é uma dança cultural que se popularizou no Brasil inteiro. Um orgulho nacional.

[4]Para o professor Durval Muniz de Albuquerque Junior em “A invenção do Nordeste” o cangaço também legou aos nordestinos ideias de “macheza, violência e valentia”, afirmando que esse é um traço característico do nordestino, que teria fundamentado sua personalidade e ajudado na construção de um Nordeste diferenciado dos demais estados brasileiros.

“O cangaço vai marcar o Nordeste e o nordestino com o estereótipo da ‘macheza’, da violência, da valentia, ‘do instituto animal’ do assassino em potencial. Motivo de orgulho e de vaidade para os setores tradicionais, notadamente para os camponeses da região, o elogio do cangaço servirá para estigmatizar o homem pobre e vindo do meio rural do Nordeste, especialmente quando chega nas grandes cidades do Sul. Estereotipá-los como homens primitivos, bárbaros, alheios à civilização e à civilidade, que, embora fossem homens comuns, escondiam uma fera pronta a se revelar, ‘as vezes nem pareciam gente’. O Nordeste seria a terra do sangue, das arbitrariedades, região da morte gratuita, o reino da bala, do Parabelum e da faca peixeira.”

O Cangaço inspirou muitos intelectuais nacionais, artistas que compuseram músicas, produziram filmes, escreveram livros, alimentando o imaginário popular. Destaque para os cordelistas que retrataram na literatura, assim como outros artistas, os cangaceiros-heróis.  Mas essas manifestações artísticas ultrapassaram as barreiras do nosso País. O jornal americano New Yorque Times chegou a comparar Lampião a Robin Hood, legando ao capitão Virgulino Ferreira da Silva o título de defensor dos pobres. O cangaço chegou a ser comparado aos filmes americanos e italianos de faroeste, muito popular na época.

[5]Para o pesquisador e professor brasileiro Luiz Bernardo Pericás, “nunca houve qualquer intenção de mudança social por parte dos cangaceiros, só no cinema e literatura, ou seja, em obras de ficção. Obras, em geral produzidas a posteriori”, eles não possuíam ideais revolucionários, por este motivo não podem ser tratados como heróis.

“(...) O cangaço acabava se tornando um meio de vida, no qual por anos seguidos, indivíduos cometiam crimes como torturas, sequestros, estupros, roubos e assassinatos. E cometiam essas atrocidades indistintamente, tanto como alguns coronéis, como também contra policiais e contra o próprio ‘povo’ pobre local. Há muitos relatos cometidos por Lampião, Zé Baiano e outros contra trabalhadores, ‘cassacos’, ‘agricultores’,gente comum do povo, sem nenhuma piedade ou remorso”.(PERICAS. 2012. Caderno do Tempo Presente – ISSN: 2179-2143).

Para Pericás, Lampião preferia manter relações com os coronéis e líderes políticos, do que com gente simples do povo, deles recebiam proteção, armamento, comida e presentes. Na entrevista concedida ao “Cadernos de Estudos do Tempo Presente” Pericás enfatiza a emblemática relação entre Lampião e o então deputado do Estado do Ceará Floro Bartolomeu e o Prefeito de Juazeiro, Padre Cícero Romão Batista, quando estes convocaram o líder e seu bando para compor o “Batalhão Patriótico” contra a “Coluna Prestes”. Outra versão diz que Lampião compareceu espontaneamente e ofereceu ajuda ao “Padin Ciço”.    
 
A relação de Lampião era intrínseca com o Padre. Foi através deste, que o Cangaceiro permitiu que o fotógrafo sírio-libanês-brasileiro, Benjamim Abrahão Calil Botto, que havia sido secretário do padre Cicero, o acompanhasse durante dois anos, onde este produziu um grande número de fotografias e imagens, mostrando o dia-a-dia de seu bando, embora reste hoje em dia apenas 14 minutos de gravação, tendo sido destruída a maior parte pelo Estado Novo.

A contribuição de Benjamim Abrahão para a difusão do conhecimento sobre o cangaço é considerada muito significativa, embora essas mesmas fotografias e imagens audiovisuais tenham contribuído diretamente para a disseminação do bando de Lampião e posteriormente o fim do Cangaço na região. O próprio Benjamin foi morto com várias facadas. Uma morte até hoje não esclarecida. Alguns historiadores atribuem a morte de Abrahão à gravação daquelas imagens. O “Estado Novo” liderado pelo ditador Getúlio Vargas teria considerado uma afronta a divulgação do material imagético.

A perseguição aos cangaceiros ganhou força a partir da década de 1930, quando órgãos de repressão mais atuantes e profissionalizados foram estabelecidos. A ordem era acabar com todos os bandos de cangaceiros, se os mesmos não se rendessem. Alguns que se renderam foram mortos.

Pesquisadores contemporâneos têm levantado muitos questionamentos e buscado respostas a respeito do fenômeno cangaço no Nordeste. Alguns chegam a comparar o banditismo ao tráfico de drogas nas grandes metrópoles, enfatizando que a herança dos bandoleiros em uma escala linear foi estendida às cidades contemporâneas brasileiras. [6]A antropóloga e professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro Luitgarde Oliveira Cavalcanti Barros e autora do livro “A Derradeira Gesta: Lampião e Nazarenos Guerreando no Sertão” aponta semelhanças entre o método de ação dos bandoleiros e dos traficantes: “A maioria dos moradores das favelas de hoje não é composta por marginais. No sertão, os cangaceiros também eram minoria. Mas, nos dois casos, a população honesta e trabalhadora se vê submetida ao regime de terror imposto pelos bandidos, que ditam as regras e vivem à custa do medo coletivo”. Comparação esta que diverge da opinião de Jaime Pinsky, para o historiador e professor fazer essa comparação é cometer o erro historiográfico do anacronismo.

Os cangaceiros e aquele considerado “Rei”, Virgulino Ferreira da Silva, continuarão no imaginário popular. Para alguns heróis, defensores do povo pobre num Sertão castigado pela seca e pelos coronéis; para outros, bandidos, talvez esse seja o maior fascínio de Lampião, o maior fascínio do fenômeno denominado Cangaço: Aqueles homens pobres do povo que provocava medo nos coronéis, que coagidos preferiam ajuda-los ao invés de combate-los, por isso a admiração do povo, que sentia-se representado, os admiravam pela bravura e audácia em que submetiam os poderosos da época.

OBS.: Este artigo foi escrito pelos estudantes do segundo semestre do curso de B. em História, disciplina: "História do Ceará" da Universidade Federal do Cariri, Campus-Icó. A equipe composta por Matheus Brasil, Thobias Amaro e Vera cavalcante foi orientada pelo Prof. Rodrigo Capistrano.
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* Cangaço vem de canga, uma peça de madeira utilizada nos muares para transportar objetos, alimentos, etc. Os cangaceiros receberam esse nome devido ao grande número de objetos que carregam no próprio corpo, chegando até 20 quilos.
[2] JUNIOR, Antônio Gaspareto. O Cangaço. Disponível em: <http://www.infoescola.com/historia/o-cangaco/>. Acesso em: 27 de junho de 2015, às 11h09min.
[3] FILHO, Vagner Silva Ramos. Memórias do Cangaço na Cultura Popular Cearense: Cangaceiros Sobrevivem no Imaginário Nordestino. Graduando de História Pela Universidade Federal do Ceará.
[4] ___________________. Memórias do Cangaço na Cultura Popular Cearense: Cangaceiros Sobrevivem no Imaginário Nordestino. Graduando de História Pela Universidade Federal do Ceará.
[5] CADERNOS DO TEMPO PRESENTE. Um olhar sobre o Cangaço. Sergipe. Edição n. 04-04 de julho de 2012. ISSN: 2179-2143.
[6] NETO, Lira. Lampião: o Dragão da Maldade. Disponível em: <guiadoestudante.abril.com.br>. Acesso em: 28 de junho de 2015, às 14:00h.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

CAATINGA, Patrimônio da Humanidade

"Patrimônio não se define pela natureza dos objetos que o constitui, mas pela modificação que se opera na consciência social no momento em que determinada categoria de objetos passa para outro mundo separado do cotidiano, gerado por regras de manutenção e de veneração específicas." (Jacques Leenhardt).

OBS.: Esse texto foi impresso em forma de folder(material informativo)e apresentado à turma do segundo semestre do curso B. em História, disciplina: "Introdução à História do Patrimônio" da Universidade Federal do Cariri, Campus-Icó, no dia 24 de junho de 2015. A equipe composta por Matheus Brasil, Thobias Amaro e Vera cavalcante foi orientada pelo Prof. Jucieldo Alexandre.

Figura 1 foto de Thobias Amaro; Rio Salgado, Icó-CE, em 23/04/15


A nossa Caatinga(floresta branca) ocupa 850 mil Km2, cerca de 11% do território do País, sendo um Bioma exclusivamente brasileiro. A vegetação nativa é caracterizada pela paisagem esbranquiçada decorrente da ação das secas constantes nessa região semiárida, mas principalmente pela ação do homem, provocando desmatamentos irregulares e uso excessivo dos recursos naturais.

O corte de lenha ainda é uma das principais atividades dos moradores da Caatinga. A indústria da cerâmica e do gesso instalada em 101 dos 184 municípios cearenses contribuem para a degradação desse importante ecossistema.

Por conta do desmatamento e queimadas a Caatinga possui atualmente 18.743,5 km2 de área degradada, ou seja quase 70% de seu território.

Para o agricultor icoense Isaias Nicolau, “existem na região muitos agricultores que usam a queimada, enfim, derrubando e empobrecendo o solo para plantações de milho e feijão, e sabemos que isso é ilegal, e de certa forma agride o meio ambiente.”(Isaias Nicolau, 30a, agricultor, Conj. Gama, Icó-CE. A entrevista foi realizada no dia 10 de abril de 2015).

FAUNA da Caatinga: onça pintada, ararinha-azul, tatu-peba, tatu-bola, preá, asa branca, cachorro do mato, gato do mato, veado-catingueiro, cutia, gambá, dentre outros, alguns ameaçados de extinção.

Principais representantes da FLORA: aroeira, juazeiro, amburana, angico, jurema e o mandacaru.

A UNESCO reconheceu em 2001 a Caatinga, como reserva da biosfera, com o objetivo de promover ações voltadas para proteção e interação com esse importante ecossistema, exclusivamente brasileiro, que abriga mais de vinte milhões de pessoas e uma diversidade de espécies de plantas e animais endêmicos.

Duas das poucas áreas preservadas dessa imensa floresta branca são os parques nacionais da serra da Capivara e serra das Confusões, localizados no Estado do Piaui.  A caatinga naquelas localidades é mais valorizada pela importância arqueológica, do que pela paisagem, atraindo cientistas, pesquisadores e curiosos de todas as partes do mundo. No entanto, a caatinga vai muito além desses dois importantes parques nacionais.

Menos de 1% da caatinga está sob proteção ambiental. A degradação desse bioma causa um desequilíbrio, que atinge diretamente à vida humana, em diversas áreas, uma vez que tendo seu habitat destruído as espécies animais invadem as áreas urbanas, transformando-se em vetores de doenças, no caso de várias espécies de mosquito.

Os ambientalistas alertam: A CAATINGA PODE DESAPARECER, se não houver políticas públicas que subsidiem programas de proteção e prevenção para tornar esse bioma sustentável.

Biodiversidade: espécies de plantas e animais da Caatinga.
Plantas
Peixes
Répteis e Anfíbios
aves
mamíferos
1.512
240
167
510
143

Fontes de pesquisa: www.mma.gov.br/, wikipédia, www.google.com.br, http://www.recaatingamento.org.br/ Fotos: nagaishicaatinga.blogspot.com.br revistaepoca.globo.com, educacao.globo.com, http://www.turismo.pi.gov.brhttp://tvbrasil.ebc.com.br/. http://planetasustentavel.abril.com.br/.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Sociedade diz NÃO ao fim da rotulagem de alimentos transgênicos

Proposta que segue para o Senado teve repúdio de mais de 100 organizações; população brasileira pede cumprimento ao direito à informação sobre o que está consumindo.

Saber se um produto contém ou não ingredientes transgênicos - um direito garantido pelo Código de Defesa do Consumidor e já aplicado à maioria dos produtos hoje disponíveis no mercado - corre o risco de ser extinguido caso o Projeto de Lei 4148/08, do deputado Luis Carlos Heinze (PP-RS), passe no Senado, após já ter sido aprovado pela Câmara dos Deputados em abril deste ano.
 
MANIFESTE-SE CONTRA A PROPOSTA AQUI
 
Diante da situação que ameaça o direito dos consumidores de todo País, uma mobilização nacional que já conta com mais de 100 entidades, encaminhou uma carta ao Senado Federal e a autoridades como o Ministério da Justiça, Ministério da Agricultura, Ministério Público Federal e Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), pedindo que o PL não seja aprovado.
 
Além de se contrapor ao direito do consumidor à informação sobre os alimentos que consome, a iniciativa também ignora a vontade popular. Segundo diversas pesquisas de opinião, os brasileiros querem saber se um alimento contém ingredientes transgênicos ou não (74% da população IBOPE, 2001, 71% IBOPE, 2002, 74% IBOPE, 2003, e 70,6% ISER, 2005). Desta forma o PL pode ser classificado como antidemocrático.
 
Longe de atender interesses dos consumidores ou aprimorar a Lei que já discorre sobre a necessidade de rotulagem obrigatória, a medida pode facilitar a venda de alimentos transgênicos ao consumidor final, que, sem o direito à informação, não terá certeza sobre a composição do alimento que está comprando, prejudicando seu poder de escolha. O Idec entende que a oferta de alimentos transgênicos  sem o conhecimento do consumidor pode contribuir para aumentar o uso dos OGMs (Organismos Geneticamente Modificados) nos produtos, sem ponderar os riscos à saúde ao qual o consumidor pode estar exposto.
 
Confira  abaixo as organizações signatárias da carta enviada ao Senado Federal e às autoridades e assinada em nome do FNECDC (Fórum Nacional das Entidades Civis de Defesa do Consumidor), Brasilcon (Instituto Brasileiro de Política e Direito do Consumidor) e ProconsBrasil (Associação Brasileira de Procons):
 
ActionAid Brasil
Agroecologia, Permacultura e Campesinato - TXAI
Articulação de Agroecologia da Bahia – AABA
Articulação de Agroecologia do Sertão do São Francisco
Articulação dos Empregados(as) rurais - ADERE
Articulação dos Povos Indígenas do Brasil - APIB
Articulação dos Povos Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo – APOINME
Articulação Nacional de Agroecologia - ANA
Articulação no Semiárido Brasileiro - ASA
Articulação no Semiárido Paraibano – ASA Paraíba
Articulação no Semiárido Pernambucano – ASA Pernambuco
Articulação Rosalino de Povos e Comunidades Tradicionais
AS-PTA Agricultura Familiar e Agroecologia
Associação Brasileira de Agricultura Biodinamica
Associação Brasileira de Agroecologia - ABA
Associação Brasileira de Estudantes de Engenharia Florestal - ABEEF
Associação Brasileira de PROCONS - PROCON BRASIL
Associação Brasileira de Saúde Coletiva - ABRASCO
Associação Comunitária Mantenedora Escola Família Agrícola de Sobradinho - AMEFAS
Associação Cunhambebe da Ilha Anchieta
Associação de Agricultura Natural de Campinas e Região - ANC
Associação de Agricultura Orgânica - AAO
Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo - APqC
Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural -Agapan
Associação Nacional de Agricultura Camponesa
Associação Sitio Escola Portão Grande
Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida
Cáritas Brasileira Regional Piauí
Cáritas Diocesana de Sobral – CE
Casa da Mulher do Nordeste
Central do Cerrado
Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas
Centro de Assessoria e Apoio aos Trabalhadores e Instituições Não Governamentais Alternativos – CAATINGA
Centro de Desenvolvimento Agroecológico Sabiá
Centro de Desenvolvimento Agroecoógico Sabiá - Centro Sabiá
Centro de Educação Comunitária Rural – CECOR
Centro de Estudos do Trabalho e de Assessoria ao Trabalhador – CETRA
Centro de Pesquisa e Assessoria – ESPLAR
Centro Dom José Brandão de Castro – CDJBC
Centro Feminista 8 de Março
Centro Indigenista Missionário - CIMI
Comissão Pastoral da Terra - CPT
Comissão Territorial de Revitalização da Batata Agroecológica na Região da Borborema – Paraíba
CONSEA Sorocaba, Conselho de Segurança Alimentar de Sorocaba
Conselho de Segurança Alimentar e Nutrição de Jundiaí - CONSEA-JD
Conselho Federal de Nutricionistas - CFN
Conselho Federal de Serviço Social - CFESS
Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural de Jundiaí -CMDR
Consulta Popular
Cooperativa dos Produtores Rurais Entre Serras e Águas
Cooperativa Grande Sertão
Cooperativa Mista de Produção Camponesa - CPC
Cooperativa Mista de Produção, Comercialização e Industrialização de Biocombustíveis e Produtos Agropecuários do Brasil - Oestebio
Coordenação Nacional das Comunidades Negras Rurais Quilombola - CONAQ
Coordenadoria Ecumênica de Serviço - CESE
Entidade Nacional de Estudantes de Biologia - ENEBio
Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil - FEAB
FETRAF Brasil
Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional - FBSSAN
Fórum de Agricultura Familiar da Região de Sorocaba
Fórum Nacional das Entidades Civis de Defesa do Consumidor
Fundação de Apoio ao Desenvolvimento Sustentável e Solidário da Região Sisaleira – Fundação APAEB
Grupo CoCriação Alimentação e Sustentabilidade
Grupo de Articulação Regional da Feira de Orgânicos de Sorocaba - GARFOS
Grupo de Defesa e Promoção Socioambiental - GERMEN
Instituto Akatu
Instituto Brasileiro de Agricultura Biológica
Instituto de Permacultura da Bahia – IPB
Instituto Gondwana
Instituto Kairós
Instituto Polis
Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada – IRPAA
Levante Popular da Juventude
Marcha Mundial de Mulheres – MMM
Movimento da Mulher Trabalhadora Rural do Nordeste – MMTR/NE
Movimento de Mulheres Camponesas - MMC
Movimento de Organização Comunitária – MOC
Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB
Movimento dos Pequenos Agricultores - MPA
Movimento dos Pescadores e Pescadoras - MPP
Movimento dos trabalhadores e trabalhadoras do campo MTC Brasil
Movimento dos trabalhadores rurais Sem Terra - MST
Movimento GEraizeiro
Movimento Interestadual de Quebradeiras de Coco Babaçu – MIQCB
Movimento Nacional de Direitos Humanos - MNDH
Movimento Nacional Pela Soberania Popular Frente à Mineração - MAM
NACE Pteca - Nucleo de Cultura Extensao da ESALQ-USP
Núcleo de Agroecologia Apetê Caapuã, da UFSCar Sorocaba - NAAC
Núcleo de Apoio ao Desenvolvimento da Agricultura Familiar no Semiárido Nordestino - Núcleo Sertão Verde
Núcleo de Educação Infantil Jardim do LIVRE SONHAR
Núcleo de Estudos, Pesquisas e Práticas Agroecológicas do Semiárido – NEPPAS/UFRPE
Núcleo de Pesquisa de Nutrição em Produção de Refeições - NUPPRE-UFSC
Núcleo de Pesquisa e Estudos Sertão Agroecológico/Univasf
OCS Jundiaí Orgânicos
Pastoral da Juventude Rural - PJR
Plataforma de Apoio à Agricultura Orgânica no município de São Paulo
Polo Sindical da Borborema – Paraíba
Rede ATER Nordeste
Rede das Escolas Familias Agrícolas Integradas no Semiárido – REFAISA
Rede de Agroecologia de Pernambuco
Rede de Defesa e Promoção da Alimentação Saudável, Adequada e Solidária - REDE SANS
Rede de Grupos de Agroecologia – REGA
Rede de Intercâmbio de Sementes da Microrregião Norte do Ceará
Rede Grupos de Produção e Resistência
Rede Sergipana de Agroecologia – RESEA
Secretaria Executiva da Rede Nossa São Paulo
Serviço de Assessoria a Organizações Populares Rurais - SASOP
Sindicato dos trabalhadores em água, esgoto e meio ambiente do estado de São Paulo - SINTAEMA/SP
Slow Food Brasil
SOS Mata Atlântica
Terra de Direitos
Uniao das Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidaria de Minas Gerais - UNICAFES/MG
União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária - Unicafes
União Nacional das Organizações Cooperativistas Solidárias - Unicopas
Vazanteiros em Movimento
VERDE VIVO Associação de Produtores Orgânicos da Mantiqueira
Via Campesina Brasil.

Fonte: asabrasil.org.br

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Universidade Federal do Cariri abre curso de Gestão Pública, em Icó

A Universidade Federal do Cariri abrirá no próximo ano, em Icó, o bacharelado em Gestão Pública com Ênfase em Desenvolvimento Regional. O novo curso será noturno, com duração mínima de oito semestres e ofertará anualmente 50 vagas. A decisão foi tomada na reunião de março do Conselho Superior Pro Tempore – CONSUP. Atualmente, o Campus de Icó da UFCA oferta o bacharelado em História com ênfase em Gestão do Patrimônio Histórico e Cultural e em Gestão Socioambiental.

Amparado pelo Instituto de Estudos do Semiárido (IESA), a proposta do novo bacharelado é buscar novas concepções de gestão do território através da conciliação entre o uso, a conservação e a convivência com os recursos disponíveis numa região árida. Entre os demais objetivos do curso está a defesa do território, dos patrimônios culturais e ambientais e a sensibilização para a educação ambiental.
De acordo com a Diretora do Instituto de Estudos do Semiárido – IESA, a professora Polliana de Luna Nunes Barreto, a escolha pelo curso de Gestão Pública se deu em decorrência da região conviver com a estiagem e a necessidade de se criar alternativas que viabilizem a elevação da renda da população sertaneja:

“O IESA é voltado para promoção da convivência com uma região do semiárido e busca desenvolver alternativas que melhorem a condição de vida do homem do campo, viabilizem sua organização social e produtiva, bem como venham a subsidiar a definição de políticas públicas. O Bacharelo de Gestão Pública é de suma importância para a região e consolida cada vez mais o Campus da UFCA, em Icó”, disse Polliana.

Fonte: www.ufca.edu.br  

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Açude do Cedro é indicado para Patrimônio Mundial pela Unesco

O Governo Brasileiro solicitou e a Unesco indicou a barragem do açude Cedro como Patrimônio Mundial, o que deverá ser sacramentado em breve pelo Comitê que analisa as indicações dos bens culturais. 


O açude do Cedro está localizado no município de Quixadá, estado do Ceará. A barragem foi projetada e construída pela Comissão de Açudes e Irrigação, que depois foi transformada no que é hoje o DNOCS, proprietário dessa magnífica obra.

Com o impacto das secas dos anos de 1877/79, o Governo Imperial, no ano de 1880, solicitou ao engenheiro Jules Revy o estudo das melhores áreas e respectivos boqueirões para construção de açudes. 


A barragem do Cedro teve seu primeiro projeto executado no ano de 1882. No ano de 1889, sob a direção do engenheiro Ulrico Mursa, após cuidadosos estudos locais, foram realizadas modificações no projeto original, que obtiveram aprovação oficial do Governo. Iniciaram-s, então, a 15 de novembro de 1890, os trabalhos de construção da barragem, os quais só foram concluídos no ano de 1906, já então sob a direção do engenheiro Bernardo Piquet Carneiro.

O açude do Cedro é composto por quatro barramentos: dois deles construídos em alvenaria de pedra, a barragem principal em arco e com comprimento de 254m, e a barragem vertedoura. Barra o rio Sitiá e tem capacidade de acumular 125.694.000m³ de água. 


Fonte: DNOCS